Antigamente as mulheres trabalhavam em casa, enquanto seus maridos trabalhavam fora e traziam o salário para sustentar toda a família.
Em um dado momento, a mulherada percebeu que para ser feliz era necessário realizar seus talentos naturais. E nem todas tinham vocação para cuidar de casa, cozinhar, lavar e passar.
As mulheres começaram a estudar e entrar para o mercado de trabalho. Veio o feminismo, elas provaram que eram capazes de realizar atividades tidas como "masculinas".
Ao receber um salário se tornaram independentes financeiramente. Veio o amor livre. As mães solteiras.
Veio também o vazio por perceber que só o dinheiro e a carreira não são suficientes para fazer uma mulher feliz. Faltava o amor. Faltava um companheiro, um lar, uma família.
Enquanto a mulher ganhava destaque no mercado de trabalho e mais mulheres estavam dispostas a trabalhar, a quantidade de mão de obra dobrou. No entanto, a tecnologia evoluía e necesitava de menos mão de obra. Resultado: muitos desempregados.
A lei da oferta e da procura ainda é a Regra Mãe. Com muitos desempregados, os salários diminuíram.
Se os salários eram mais baixos, agora a mulher e o homem que decidissem formar uma família teriam que trabalhar os dois. Não por opção e vontade de realizar projetos, mas para poder pagar as contas no final do mês.
Como resolver o problema?
A mulher não quer voltar a ser obrigada a ser dona de casa. O homem também quer realizar os seus talentos. Só que trabalhar em excesso gera stress, casais sem tempo para se dedicar a uma relação, pais ausentes. A solução não parece óbvia? Trabalhar menos horas com salários iguais!
Oras, se trabalhadores trabalham menos horas será necessário um número maior de pessoas. Mais pessoas empregadas significa dinheiro em circulação na mão de mais pessoas. Mais pessoas com dinheiro significa maior potencial para o consumo (bom para as empresas), melhor qualidade de vida (bom para as famílias), menor desigualdade social e criminalidade (bom para todo mundo).
Quando vão instituir a semana de 20 horas. Hein, hein, hein?
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