A internet pode até parecer terra de ninguém, mas não é bem assim. E nem nomes como Skype estão imunes a censura de governos ditadores.
Um grupo de ativistas para os direitos humanos canadenses conseguiu entrar nos computadores da polícia informática chinesa e descobriu que os usuários de famosos instrumentos de comunicação são normalmente "espiados".
O Skype é um programa de troca de mensagens instantâneas que permite a comunicação através de chat, telefone ou webcam. Na China, Skype opera em joint venture com a sociedade chinesa Tom.
Bem, os ativistas canadenses descobriram que palavras chaves bloqueiam as mensagens de texto, enquanto voz e vídeo são simplesmente gravados e arquivados. As palavras proibidas são "Falun Gong" (seita religiosa fora da lei para o governo de Pequim), "independência e Taiwan", "Partido Comunista Chinês", "democracia", entre muitas outras.
Até "terremoto" e "leite" estão na lista negra devido às severas críticas na gestão do pós terremoto na cidade de Sichuan e do caso do leite em pó contaminado.
Um porta voz de E-bay, o site de comércio online que é também proprietário de Skype, afirmou que a companhia expressou aos dirigentes de Tom a "própria preocupação".
No passado, os ativistas pelos direitos humanos criticaram duramente os dirigentes do motor de busca Yahoo! por terem colaborado com a polícia na identificação de Shi Tao, um jornalista chinês que tinha distribuído através da internet uma circular do Departamento de Propaganda do Partido Comunista chinês que ordenava a censura a alguns assuntos.
Fonte da notícia: jornal italiano La Repubblica, caderno Affari & Finanza, 06/10/2008
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