03 Setembro 2008

Vida de atriz italiana - Maya Sansa

Maya Sansa nasceu dia 25 de setembro de 1975 em Roma; começou a estudar teatro aos 14 anos. Depois do colegial conquistou diversos diplomas de recitação em importantes escolas internacionais. O seu primeiro filme é de 1999: La Balia, de Marco Bellocchio. Maya foi nomeada duas vezes ao David di Donatello por Buongiorno, Notte de Bellocchio e por L'amore ritrovato de Mazzacurati.


Há três anos, no auge do sucesso, cansada dos anos de dedicação intensiva, Maya Sansa rejeitou alguns trabalhos importantes. A Itália começava a sufocá-la e e um dia para o outro partiu para Paris. Sem falar uma palavra de francês:

"Estava realmente exausta. Tinha trabalhado muitíssimo. Pensei: Paris é aqui do lado, se tiver um bom papel na Itália eu volto. No início foi super difícil.

Estava sozinha com o meu companheiro em uma cidade maravilhosa, mas em um bairro que era completamente estranho.

Sentia como se tivesse voltado aos tempos de Londres, quando trabalhei como lanterninha em um cinema, para pagar as contas e melhorar o meu inglês, esperando de poder entrar na academia de artes inglesa. Naquela época escolhi Londres porque me parecia que ali poderia aprender o método de trabalho que tinha formado os meus modelos, ou seja, atores como Daniel Day-Lewis e Gary Oldman."

Voltando a França... depois de 8 meses de cansaço e luta com a língua, Claude Goretta a escolheu para o papel da amante italiana de Jean Paul Sartre para o filme televisivo Sartre, l'âge des passions ao lado de Denis Podalyedès e Anne Alvaro.

"Na França consegui fazer em pouco tempo aquilo que gostaria de continuar fazendo também no meu país: televisão de qualidade, filmes para o grande público e longa metragem que gera discussão. Mas temo que a Europa esteja se aproximando cada vez mais ao sistema hollywoodiano: se você é um ator que atingiu um pouco de sucesso, o meio acaba te incorajando a continuar naquela mesma estrada, sem arriscar em obras prima."

Vida na França

Depois de Sartre, participou de La troisième partie du monde, de Eric Forestier. E também de Les femmes de l'ombre:

"Um belo papel, história bem escrita, combinação ótima: um filme histórico feminino, com ritmos alucinantes de filme de ação. Gostei muito de trabalhar com colegas francesas. Sophie Marceau é uma mulher maravilhosa, de grande profissionalismo, experiência e poder. Julie Depardieu é cheia de criatividade e talento e consegue - graças a sua pouca conexão com a realidade - transformar tudo aquilo que faz em algo muito original."

A esposa de Einstein

Há alguns meses, Maya voltou para a Itália para rodar um filme de Liliana Cavani sobre o jovem Einstein:

"Interpreto o papel de Mileva Maric, um jovem física muito boa de cálculo, que depois será a mulher de Einstein. Ela acreditava nas idéias dele e o ajudava a transformá-las em equações. A amizade dos dois depois se transformou em amor. Talvez nem todos saibam que os dois trabalharam juntos na teoria da relatividade. E que Mileva renunciou a uma carreira, possivelmente brilhante, para casar com Einstein."

Quem se interessar, pode ler mais na reportagem publicada na GQ italiana, número 108.