Estava lendo uma matéria no site do Estadão que falava sobre o corre-corre diário. A matéria tratava da dificuldade em administrar as várias tarefas quotidianas e como as mulheres são as que mais sofrem com isso. Bem, em determinado ponto, me deparo com o seguinte texto:
A tecnologia ajuda bastante, mas também é a responsável pela "aceleração dos minutos", causada pela sensação de imediatismo e pelo fato de as pessoas ficarem on line todo o tempo. Mas há muitos que fazem da tecnologia uma importante aliada. É o caso da empresária Amalia Sina, de 44 anos, uma das mais bem-sucedidas executivas brasileiras, que não vive sem seu blackberry. "Vou até ao banheiro com ele."
Foi aí que me veio em mente a reflexão sobre o blackberry no banheiro. Ok, antigamente as pessoas levavam o jornal, uma revista, um livro. Hoje levam o telefone celular. Ah, telefone celular não, é blackberry!
Fiquei pensando em como deve ser viver a vida de Amalia Sina. Bem, não podemos dizer que ela não realiza coisas. A matéria explica quem é essa mulher:
Amalia foi presidente da Philip Morris do Brasil, da Walita do Brasil e vice-presidente sênior da Philips para a América Latina. Agora lançou sua linha de cosméticos, e com apenas um ano e meio no mercado nacional já exporta para os Estados Unidos, Dinamarca, Inglaterra e Alemanha. A empresária é casada, tem um filho de 11 anos, e sete livros publicados, entre os quais, Mulher e Trabalho - O Desafio de Conciliar Diferentes Papéis na Sociedade (Editora Saraiva).
Gostaria de ler o livro só para saber o que ela recomenda às pesssoas e já o coloquei na minha listinha de desejos. Particularmente, admito que tenho uma séria dificuldade em aceitar que uma mulher possa fazer tudo isso ao mesmo tempo sem deixar de escanteio a família. Talvez seja uma simples impressão, que nada tenha a ver com a realidade.
Minha questão é: se nem no banheiro ela consegue ter tranquilidade para ficar em paz consigo mesma ou de aproveitar para bater um papo com o marido que está por perto fazendo a barba como desculpa esfarrapada só para estarem juntos... bem como é que ela se relaciona com a família? Quando eles se encontram? Quando sobra tempo?
Existem vários índices e números que podem explicitar se uma empresa é conduzida bem ou mal. Mas para família isso não existe.
Vai ver são todos ocupadíssimos, até o filho deve ter uma agenda daquelas: escola, curso de inglês, chinês, natação, judô. Enfim, se encontrarão no final de um cansativo dia para um jantar preparado por uma empregada ou comprado em algum delivery da vida. Isso se eles jantarem juntos, por que existem os coquetéis e jantares de trabalho.
Eu adoraria que alguém mudasse essa minha opinião mostrando que é possível conduzir uma vida familiar de qualidade e ao mesmo tempo uma carreira brilhante. Mas temo que em meio a tanta correria, seja necessário um psicólogo para cuidar do stress. E lá se vai uma hora a menos...
Quem quiser conferir a matéria original do Estadão que deu origem a esse momento filosófico, clique aqui.
0 commenti:
Postar um comentário