19 Agosto 2009

Uma ocupação para a nossa existência

Pubblicato da Lizzy

Enquanto assistia a atlética em Berlim 2009 e via imagens de superamento de records fiquei pensando: a que serve ficar correndo em círculos e pulando obstáculos? A minha idéia não é desmerecer esses atletas, mas refletir sobre a nossa missão para o mundo. Tanto é que o pensamento não parou nos atletas de Berlim.

A que serve ser campeão de um motomundial como um Valentino Rossi? Ou um piloto de Fórmula 1 como Ayrton Senna ou Schumacher? Ou ainda um ator de Hollywood que ganhou uma infinidade de Oscars? Ou o executivo de uma empresa que supera todos anos as metas da empresa?

Comecei a pensar em uma infinidade de profissões e atividades e seus personagens de maior sucesso porque eles representam atualmente o máximo onde o Homem chegou até hoje, eles são o topo da pirâmide, o máximo na categoria que escolheram.

Por paixão ou por dinheiro

Comentei essa minha reflexão com amigos. Um deles me disse: "alguém começa a correr para superar o campeão do momento e ganhar mais dinheiro." Não consigo condividir dessa opinião. Será mesmo que alguém enfrenta dor, desgaste, dificuldades e obstáculos simplesmente pelo dinheiro que pode receber? E depois de alcançado um determinado status e uma determinada quantidade de dinheiro, o que os motivaria? Ganhar ainda mais dinheiro?

Acredito que exista algo mais do que o dinheiro. Uma vontade que vem de dentro da alma de superar os limites, menos pelo dinheiro e mais pela glória de superar si mesmo e os concorrentes. Para viver uma emoção e transmitir essa emoção aos outros humanos. Lógico, dinheiro é bom e a gente gosta, mas ele é só um meio...

Missão de vida

E como começaram os grandes de todos os tempos? Experimentando caminhos até encontrar a estrada justa? Ou já sabiam que nasceram destinados aquela atividade? Li centenas de entrevistas e biografias de famosos e muitos deles no início não sabiam. Simplesmente foram experimentando, até de repente se tornarem consagrados.

Por que escolher uma profissão ou outra? Talvez a resposta seja simplesmente porque devemos ocupar o tempo da nossa existência. Não podemos passar a nossa existência comendo e dormindo. Ou até podemos, mas parece uma vida muito sem graça e sem senso.

Muitas pessoas, afirmam que gostariam de ganhar na loteria para viver uma vida no Dolce Far Niente, sem fazer nada. Mas aposto que se realmente ganhassem, depois de um tempo de Dolce Far Niente e com dinheiro suficiente para poder escolher o destino que quisessem, iniciariam a fazer as coisas que realmente gostam de fazer. E ao fazer o que gostam, descobririam os seus talentos.

Agora por que estamos aqui e por que devemos passar este tempo na Terra ainda não tenho a menor idéia. Enquanto isso, seguimos em busca de descobrir nossos talentos, de melhor a nós mesmos e de ser feliz...

15 Março 2009

Para quem tem filhos ou pretende ter em breve

Pubblicato da Lizzy

Se parece difícil imaginar como será o mundo daqui 5 ou 10 anos, como prever o tipo de profissional que seu filho deverá se tornar daqui a 30 anos? Que tipo de educação deveria ser dada para que ele esteja preparado para o futuro?Achei um vídeo sensacional sobre o tema (aliás, o vídeo é dividido em duas partes), que todos os pais deveriam assistir. Confiram:



01 Março 2009

Parceiros

Pubblicato da Lizzy

Esses sites são nossos amigos:

- BRASIL NA ITALIA: blog com dicas e curiosidades sobre a Italia.
- BRASIL NA ITALIA - MUSICA : blog com letras de música italianas (antigas e modernas)
- Dinheiro Brincando: blog para quem busca idéias para um novo negócio

Quer recomendar um site? Escreva para crisedostrinta@gmail.com

08 Fevereiro 2009

Natalie Portman e o mundo

Pubblicato da Lizzy

Eu só fui descobrir que Natalie Portman existia após assistir um filme infantil que se tornou um dos meus favoritos: "Mr. Magorium's Wonder Emporium". Não foi certamente o primeiro filme, nem o primeiro sucesso. Analisando a ficha-técnica da moça, encontramos uma imensa lista que inclui Closer, pelo qual ela recebeu um Golden Globe, além de ter sido nomeada ao Oscar.


Bem, apresentações feitas, vamos ao motivo desse artigo. Acabo de ler uma entrevista de Natalie Portman para a revista italiana A, onde ela fala sobre política, ser humano e vida pessoal. Para vocês, as melhores partes:
  • Todos devemos acreditar que podemos ser pessoas melhores.
  • Os 75% dos menos favorecidos no mundo são mulheres e crianças. Acredito que o melhor modo para reequilibrar a desigualdade entre os sexos seja dar uma oportunidade as mulheres de estudar e de trabalhar.
  • Viajando pela Uganda e a Guatemala me senti parte de uma minoria: somos uma das poucas privilegiadas que podem trabalhar para viver. 
  • Agora é hora de combater essa mentalidade de acúmulo da sociedade ocidental. Se existem pessoas que não tem uma camisa, eu que tenho já quarenta, por que deveria comprar mais uma?

01 Fevereiro 2009

Pílulas de sabedoria com Meg Ryan

Pubblicato da Lizzy

Meg Ryan teve coragem de se liberar de um personagem que representou por anos e recomeçar. Passou por um longo período de desilusão, sofreu. Conseguiu reencontrar a felicidade e conta como:


"Nos últimos anos viejei muito ao Terceiro Mundo, uma experiência que modificou a maneira com que via o mundo. Hoje sou mais aventureira, sempre pronta a partir, como uma nômade, e isso me dá uma sensação de bem estar e liberdade que nunca tinha sentido antes."

"Sou uma mulher feliz e me considero abençoada porque quando decidi acalmar o vazio da minha vida, tudo mudou para melhor. Fama e sucesso não me davam tempo para viver e eu não percebia."


"É necessário ter relações reais com as pessoas."

"Sou uma pesquisadora, uma 'seeker' com S maiúscula: leio, estudo, reflito"

"Aprendi a perdoar, a não guardar ressentimentos inúteis, a não fixar-me com pensamentos que depois se voltam contra. Se você consegue perdoar os outros e a si mesmo, vive em paz consigo mesma. Deve fazer por você mesmo e não pelos outros."

"Aprendi que uma boa relação consigo mesmo é a base para uma relação com os outros".

"Nessa fase da minha vida vivo em uma situação ideal: me sinto livre. E essa liberdade foi conquistada. Gosto de ter muitas possibilidades e experimentar coisas novas. Sim, sou livre. E é maravilhoso."

As pílulas acima são traduções de trechos de matéria publicada na Vogue Italia de janeiro de 2009.

13 Janeiro 2009

Por que o cidadão aceita pagar impostos para governos corruptos?

Pubblicato da Lizzy

Certas vezes agimos simplesmente em modo automático, aceitamos o mundo como se tudo sempre tivesse existido desta mesma forma. Quantas vezes lemos notícias sobre a corrupção na política, nas empresas, nas ONGs, nas causas humanitárias e ainda assim continuamos pagando impostos, trabalhando para determinadas empresas, colaborando com ONGs e causas humanitárias?


Dos primórdios até hoje

Penso na origem do ser humano, que vivia em um planeta selvagem e cheio de perigos naturais. O homem começou a viver em grupo para garantir a sua sobrevivência. Dentro de um grupo cada pessoa tinha a sua função: alguns caçavam, outros protegiam, outros iam em busca da descoberta de terras melhores para viver. Naturalmente, surgia sempre um chefe, que acabava comandando e dizendo o que deveria ser feito. 

Hoje o número de humanos aumentou no planeta, os governos tem influência sobre uma população maior, muitas conquistas foram obtidas em relação aos nossos antepassados, os direitos aumentaram e teoricamente os governos hoje tem acesso ao poder para poder cuidar da sociedade e não de seus interesses pessoais. No entanto...

Por que você continua pagando impostos e aceitando governantes corruptos?

Você pode nunca ter pensado sobre isso conscientemente, mas seu subconsciente certamente sabe a resposta: porque essa é a melhor opção para a sua sobrevivência. Vejamos que possibilidades você teria:

1 - Você poderia se rebelar e não pagar mais imposto nenhum
Essa é a alternativa preferida da maioria: evitar de pagar impostos o máximo possível. Lógico muitas vezes não é possível fazer a famosa sonegação seja porque os valores já estão incluídos nos salários, preços; seja porque existe o controle do governo. O cidadão opta por não pagar impostos quando não vê seu sacrifício ser retribuído pelo governo. O indivíduo dá a comunidade e não recebe nada em troca. 

2 - Organizar um protesto coletivo
Os protestos de grupos são organizados apenas quando o governo exagera. Enquanto governantes pedem uma quantia razoável para os seus cidadãos, teoricamente para os próprios cidadãos é mais fácil pagar e estar dentro do sistema do que ter que desviar as atenções para protestos que causariam mais prejuízos para manter o dia-a-dia (trabalho, cura da família, etc).
Se o nível de impostos fica insuportável, o cidadão é obrigado a buscar uma alternativa: ou adere ao sistema e se corrompe, ou não paga os impostos (sonega), ou vai as ruas se rebelar!

3- Aderir ao sistema
Muitas pessoas acham mais fácil simplesmente aderir ao sistema. O fato é que os governos sempre exigiram dinheiro da população para manter uma vida de luxos. As antigas monarquias gastavam fortunas em palácios imponentes, em jóias, ouro e, digamos, futilidades. Enquanto isso muita gente se sacrificava para produzir o necessário para comer e pagar os impostos. Mesmo nas democracias modernas a coisa continua igual: pagamos privilégio dos governantes. Por quê? Porque é mais fácil seguir regras e ter alguém que diga o que fazer do que ter que pensar sozinho. Pagamos para alguém pensar pela gente. Pagamos pela segurança. Fazer a revolução pode ser doloroso, pode acarretar mais mortos e feridos do que mudanças positivas. Então, muitos decidem simplesmente jogar de acordo com as regras do jogo: corrompem e são corrompidos para ter uma vida melhor. Correm o risco de serem pegos em flagrante e terem problemas, mas os problemas dependerão da reação da maioria.

4 - Mudar de país
Se o governo dá muito pouco aos cidadãos e eles descobrem que outros países oferecem mais pedindo menos a opção é fazer as malas e mudar! Tentar a vida em uma outra comunidade mais justa e favorável. Os governantes automaticamente tem que pensar em uma alternativa porque se uma quantidade grande de pessoas mudar de país, o número de pagadores de impostos diminuirá e será necessário aumentar as taxas dos cidadãos que sobraram. Mas existe um limite. Quando as taxas ficarem absurdamente altas, pode vir uma revolução.

Existe praticamente uma balança. Os governos podem ser corruptos até o limite em que a maioria da população dizer basta porque não convém mais viver em determinada nação. Quando as pessoas decidem dizer basta para o governo é sempre sinal de problema porque ou perderão contribuintes ou arriscam o próprio lugar no poder. 

03 Janeiro 2009

A fotografia e o mundo de hoje

Pubblicato da Lizzy

Mary Ellen Mark eh um nome renomado no seu meio. Fotografa, com estúdio no Soho, em Nova York, livro publicado recentemente (Seen Behind the scene: forty years of photographing on set), ela despeja frases chocantes na entrevista para a Vogue Italia de dezembro.

"Uma reportagem, para ser considerada tal, deve ser impressa porque um trabalho vive apenas quando eh visto. Deve também ter um valor estético e isso eh possível seja através de jornais ou revistas seja da propria imagem, que reconta a vida."
E a internet? A televisão? O vídeo? O cinema? Hoje em dia a quantidade de meios eh imensa e ver uma personalidade que a Vogue define como queridinha de Tim Burton se limitar a veículos tradicionais me faz pensar se sou eu que sou muito modernete ou se eh a senhora Mark que esta ultrapassada.

Me vem em mente as centenas de blogs, muitos dos quais denunciam realidades que nao chegam ao conhecimento publico de outra forma devido a censura, governos ditatoriais e manipulaçao de imprensa. Que ferramenta incrivel eh a internet e que potencial temos a nossa frente! O conhecimento ao alcance de todos em um simples clic! Independente de lingua, religiao, riqueza ou pobreza. Admito que adoro exposições fotográficas online, posso ter acesso ao trabalho de pessoas de todo o planeta, que retratam vidas diferentes.

Mary Ellen Mark diz ainda:
"Os problemas desses anos sao muitos: revistas sufocadas de publicidade e fotografias que se transformam em colagem de ilustraçoes digitais. Resumindo, as imagens sao sempre modificadas e os paladinos da fotografia-realidade, da reportagem sobraram realmente poucos."
Enquanto isso, a fotografia chega ao encontro de todos. As maquinas digitais se propagam e o instrumento possibilita que leigos descubram o olhar atraves das lentes. O melhor de tudo: o produto desse olhar vai parar na rede atraves de sites, blogs e e-mails. O conhecimento se desenvolve e se propaga. E viva o futuro!

08 Dezembro 2008

Brooke Shields

Pubblicato da Lizzy

"Não acredito que seria mais feliz se me isolasse em uma montanha fazendo pão. Eu gosto de interpretar, de entreter. É uma maneira de fazer as pessoas felizes." - Brooke Shields

A frase foi publicada em entrevista na Vanity Fair italiana n° 49 onde Brooke Shields admite que chegou a ter dúvidas sobre a carreira de atriz. Depois do lançamento do filme que a consagrou, Pretty Baby, ela viveu um momento chocante. Conta:

"Fomos a Cannes, para o Festival: alguém tentou cortar um tufo dos meus cabelos! Cheguei a pensar em parar de recitar, mas depois mudei de idéia porque chegaram
outras propostas e cada uma havia alguma coisa d interessante."

Pretty Baby foi interpretado há 30 anos! O tempo passa rápido, Brooke era uma menininha, 11 anos e começava um percurso de vida que poderia ser invejado por muitos. E a inveja existia, vinha acompanhada de comentários malignos e desestimulantes.

"As críticas sobre a minha pessoa eram devastantes: eu sempre fui uma menina muito naif, via só as coisas boas das pessoas. E ainda, quando pequena, desejava muito agradar e ser aceita. Assim, quando começaram a dizer de tudo sobre a minha vida, fiquei muito mal. Com o tempo e a experiência entendi que era tudo previsível."

E você, como lida com a crítica e os "conselhos" dos outros?

21 Novembro 2008

Na hora da crise é melhor aumentar a qualidade

Pubblicato da Lizzy

Adoro ler editoriais de revistas. Existem alguns bem chatos, é verdade, mas os da revista GQ italiana são imperdíveis. Michele Lupi sempre tem umas tiradas ótimas e parece aquele amigo que gostamos de ter por perto.

Bem, na verdade resolvi falar sobre crise porque chegou aqui a GQ Style, uma versão especializada em moda da revista original. Como sempre lá fui eu ler o editorial que é assinado não apenas por Lupi, mas também por Andrea Terani e Renata Molho. Faço uma tradução rápida de um trecho do editoral:

GQ é uma revista masculina histórica, nasceu no Michigan no inverno de 1931. Ou seja: dois anos depois da crise de '29. Um grupo de jovens aspirantes a jornalista, reunidos ao redor do fundador Arnold Ginrich, decidiu lançar uma revista toda colorida, em papel de luxo, dedicada a roupas e acessórios de moda masculina. O raciocínio que estava na base da revista era simples: se existe menos dinheiro em circulação, e custa mais, para gastá-lo é necessário motivos melhores. Ou seja: é preciso melhorar a qualidade. Que, no caso de uma revista, significa melhorar o nível das idéias, das imagens e das narrações contidas em cada número.


Ok, a desculpa é boa e achei bacana reproduzir aqui (embora saibamos todos que quando tem menos dinheiro em circulação isso quer dizer que as diferenças sociais são maiores e que uma classe privilegiada agora tem muito mais dinheiro e não sabe muito bem o que fazer com ele).

E viva o marketing!

20 Novembro 2008

A tecnologia e o futuro

Pubblicato da Lizzy


Esse é um daqueles vídeos de alto impacto, que transmitem uma mensagem fortíssima em poucos minutos.

Tudo a ver com a Crise dos Trinta porque somos nós, nascidos por volta de 1980, que enfrentamos e enfrentaremos um mundo de crises existenciais, incertezas, angústias de um futuro imprevisível.

A vida passa em um flash, na frente do computador as horas voam e parece que não tivemos tempo de fazer tudo aquilo que gostaríamos naquelas 24 horinhas do dia. Experimente ficar uma semana longe do micro e as horas parecem que se multiplicam.

Nós superamos o "medo" do bug do milênio. Sim, a entrada do milênio parecia tão remota, que muitos acharam que os computadores dariam tilt e a vida entraria em colapso. Mas o ano 2000 chegou e foi tudo bem. Agora estamos quase em 2010!

A tecnologia facilita a vida, a comunicação e dá acesso a uma quantidade de informação per capita incrível. Pode ser assustador pensar que daqui a poucos anos os computadores serão mais inteligentes que o homem. Para onde isso irá nos levar?

A questão não é em como bloquear esse desenvolvimento, que será inevitável, mas em como utilizá-lo da melhor forma possível. Nós, como raça humana, estaremos preparados para este mundo que já começamos a construir?